Em meio à escalada de tensões políticas entre Estados Unidos e Irã, a seleção iraniana está negociando junto à Fifa a possibilidade de disputar as partidas da Copa do Mundo no México. A proposta foi sugerida por Abolfazl Psedniddeh, embaixador oficial do Irã no México, e divulgada por um canal ligado ao Ministério das Relações Exteriores iraniano.
O posicionamento tem como foco a segurança dos atletas e dos torcedores iranianos que desejam acompanhar a seleção no Mundial, sobretudo após as polêmicas declarações do presidente norte-americano Donald Trump.
"Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário", afirmou Abolfazl.
Atual cenário
Classificada à Copa do Mundo desde março do ano passado, o Irã, que disputa as Eliminatórias da Ásia, está no grupo G da competição, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
A primeira fase inteira dos iranianos acontece totalmente em solo estadunidense, com dois jogos em Los Angeles e um em Seattle.
Vai desistir?
A seleção iraniana chegou a ser um dos temas mais falados das últimas semanas em função de uma possível desistência da Copa do Mundo. Toda repercussão se deu por conta de uma declaração de Ahmad Donyamali, ministro dos Esportes do país, que afirmou que a seleção não jogaria a competição em junho deste ano.
A federação de futebol do país, porém, negou a afirmativa. Uma reunião entre os jogadores também selou o desejo de permanecer na competição, mesmo com as inseguranças previstas nos Estados Unidos, um dos países que vão sediar o torneio.
Caso a seleção iraniana dê um passo atrás e desista da Copa do Mundo, o regulamento prevê que a Fifa possa escolher de maneira livre outro país para herdar a vaga. Além disso, o Irã estaria sujeito a pagar 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão), caso desista do torneio em até 30 dias antes de seu início.