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Surfista de Ubatuba foi vice e agora atuará em casa
Publicado em 20/05/2026 10:03
Notícia

O ubatubense Weslley Dantas alcançou as finais da etapa do Surf Brasil Pro, mas o pernambucano Douglas Silva, atuando em casa, terminou como bicampeão em Ipojuca. Apesar do vice-campeonato, Dantas segue na liderança do ranking e ainda terá a próxima etapa do campeonato em Ubatuba.

Confira no material enviado por João Carvalho, da assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Surf.

O ipojucano Douglas Silva é bicampeão em casa e a catarinense Tainá Hinckel aumenta seu recorde de vitórias no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, no domingo com a Praia do Borete lotada em Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O bicampeão brasileiro é o primeiro a ganhar três etapas desde 2022 na categoria masculina e a surfista olímpica da Guarda do Embaú, festejou o seu sétimo título em oito finais disputadas.

As decisões foram só entre campeões brasileiros, contra os líderes no ranking das duas etapas de 2026, o paulista Weslley Dantas e a cearense Juliana dos Santos. O próximo desafio dos melhores surfistas do Brasil, vai ser na casa do Weslley, a Reserva Nacional de Surf na Praia de Itamambuca, de 16 a 28 de julho em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

“Primeiramente, quero dizer que Deus é o condutor de todas as coisas e eu só sou um navegante no barco Dele. Estou muito feliz com essa vitória em casa e toda honra e toda glória seja dada a Deus”, foram as primeiras palavras do bicampeão brasileiro e agora bicampeão da etapa na sua casa, Douglas Silva.

“É uma felicidade imensa estar ganhando esse evento mais uma vez. Aqui foi o início do bicampeonato brasileiro no ano passado e pode ser também o início do tri. Mas, só to vivendo um dia após o outro, dando o meu melhor e deixando acontecer. Quero agradecer, do fundo do meu coração, todo mundo que veio aqui torcer, prestigiar esse evento incrível, agradecer a Prefeitura de Ipojuca, a Secretaria de Esportes, por nos proporcionar esse evento tão gigante, com a maior estrutura que eu já vi no Campeonato Brasileiro”, completou o campeão.

Inédito

Douglas Silva chegou em Ipojuca depois de conquistar o título de campeão panamericano no Panamá e na semana retrasada, ainda ganhou a etapa do Circuito Nordestino, realizada nas mesmas ondas da Praia do Borete.

Ele agora é o primeiro surfista a vencer três etapas válidas pelo título brasileiro desde 2022, na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf. A recordista absoluta é Tainá Hinckel, que aumentou de 6 para 7, o número de vitórias em sua primeira vez competindo na Praia do Borete.

A final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, foi uma reedição da sua sexta conquista, na última etapa de 2025 também contra Juliana dos Santos na Praia Mole de Florianópolis, Santa Catarina.

“Foi muita emoção essa bateria, do início até o final. Eu sabia que eu precisava acreditar em mim, para poder vencer, porque as condições ficaram bem desafiadoras nessa bateria”, destacou Tainá Hinckel. “Foi um campeonato que deu bastante onda, mas tinha que se conectar com o mar para pegar as certas que proporcionavam as notas boas. Eu sabia que eu tinha que dar o meu melhor contra a Jujú (Juliana dos Santos), a gente já fez várias baterias, finais, então to amarradona em ter ganho esse campeonato. Era o meu objetivo e estou orgulhosa de mim por ter vencido. É um momento incrível pra mim e agora é correr pra organizar tudo, porque eu tenho um voo daqui a pouco”.

Sucesso

O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas foi um sucesso total, com boas ondas todos os dias na Praia do Borete, que ficou lotada no domingo de Sol em Ipojuca, recorde de audiência na transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no Youtube, recorde de participação feminina com 58 inscritas e recordes também sendo batidos nas inéditas decisões só entre surfistas com títulos brasileiros no currículo.

Além de aumentar para 7 o número de etapas vencidas, Tainá Hinckel igualou as 8 finais disputadas pela hexacampeã brasileira Silvana Lima. A líder do ranking 2026, Juliana dos Santos, decidiu o título em Ipojuca no ano passado e foi também vice-campeã na final contra outra catarinense, Laura Raupp. Mas Jujú agora dispara na liderança do ranking, pois começou a temporada com vitória em casa no Surf Brasil Pro da Praia da Taíba, no Ceará.

“Estou feliz demais por ter feito mais uma final com a Tainá. A gente sempre tá se encontrando e fazendo boas baterias, boas notas e foi um bom resultado para se firmar na liderança do ranking”, disse Juliana dos Santos.

“O foco é esse, de manter a constância de bons resultados e vamo pra cima com tudo na próxima etapa. Agora é se dedicar ainda mais, para chegar bem em Ubatuba e fazer mais um bom resultado lá. Foi a minha segunda final seguida esse ano, minha segunda final seguida aqui em Porto de Galinhas e os resultados falam por si só, o quanto a gente é dedicada, focada, com muita fé em Deus. Estou muito feliz por tudo que vem acontecendo, para manter essa constância de bons resultados”, completou.

Três pelo bi

Juliana dos Santos foi campeã brasileira em 2024, um ano depois da Tainá Hinckel também festejar o seu primeiro título em 2023. A cearense lidera o ranking do Surf Brasil Pro 2026, agora com a catarinense em segundo lugar, seguida pela vice-campeã da primeira etapa no Ceará, a paraibana Analu Silva. As duas buscam o bicampeonato brasileiro esse ano, assim como o paulista Weslley Dantas. No ranking masculino, o bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Douglas Silva, não competiu no Ceará e já aparece em 12.o lugar, com os 10.000 pontos do bicampeonato em casa.

O paulista Weslley Dantas foi campeão brasileiro em 2023 e assumiu a ponta do ranking quando passou para a final, tirando a primeira posição do baiano Bino Lopes, derrotado pelo Dodô na primeira semifinal.

“Abriu uma porta muito grande para mim e acho que vai dar tudo certo, porque a próxima etapa é em Ubatuba né”, destacou o ubatubense Weslley Dantas, que agora deseja igualar o bicampeonato da sua irmã, Suelen Naraisa.

“Agora estou na disputa do título, líder do ranking e todos sabem que,quando deixam o Weslley chegar, é difícil tirar de lá e eu pretendo manter isso aí. A minha irmã é bicampeã brasileira e quero fazer o mesmo feito dela esse ano, com certeza. A próxima etapa é em casa, mais tranquilo pra fazer boas baterias, sem pressão, mandar os aéreos, as manobras e é isso. É fazer o surf com seriedade, que vem a final, vem o resultado e em casa vai ter mais ondas pra mim, do que faltou aqui”, completou.

Troca de liderança

A decisão masculina aconteceu quando a maré já estava cheia na Praia do Borete, com as séries demorando mais para entrar do que nas semifinais, quando Weslley Dantas pegou 15 ondas para derrotar o potiguar Alan Jhones por 13,86 a 12,50 pontos. Essa vitória garantiu a liderança do ranking para King Dantas, porque o baiano Bino Lopes estava na frente e já havia sido eliminado por Douglas Silva, também por uma pequena vantagem de 13,27 a 12,03 pontos. As classificações para a grande final foram conquistadas com manobras aéreas, especialmente nas esquerdas da Praia do Borete.

Douglas Silva também acertou um full rotation de frontside na final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, que valeu a maior nota da bateria, 6,90. Logo ele achou outra esquerda, que abriu a parede para fazer uma série de batidas e rasgadas com pressão e velocidade, até cravar as quilhas na areia. A torcida explodiu na praia e a nota 5,03 confirmou o bicampeonato em casa, por 11,93 a 10,33 pontos. O campeão e a campeã no circuito nacional mais rico do mundo, único que oferece meio milhão de reais a cada etapa, ganham o mesmo prêmio de 50 mil reais, com os vice-campeões recebendo 25 mil reais no masculino e no feminino.

Pet C

Sequência

As outras duas etapas já confirmadas, serão na casa do paulista Weslley Dantas e da catarinense Tainá Hinckel. A próxima é em Ubatuba, de 18 a 26 de julho na Reserva Nacional de Surf da Praia de Itamambuca. E o palco da decisão dos títulos brasileiros, será na única Reserva Mundial de Surf do Brasil, na paradisíaca Guarda do Embaú, nos dias 7 a 15 de novembro no município de Palhoça, em Santa Catarina. Essa praia recebeu a última etapa da Taça Brasil no ano passado e Tainá Hinckel fez as honras da casa com vitória. Agora, ela pode conquistar o segundo título brasileiro em casa, na grande final do Surf Brasil Pro 2026.

“O foco principal agora é o bicampeonato brasileiro, mas tem muita coisa pra acontecer ainda e, realmente, esse evento em casa, na Guarda do Embaú, vai ser muito legal”, disse Tainá Hinckel.

“Mas, eu só quero continuar evoluindo o meu surf. Eu vim com esse objetivo de vencer aqui em Porto de Galinhas, é a minha primeira vez aqui, então estou muito feliz por esse lugar me proporcionar uma vitória tão especial. Quero mandar um beijo pra minha mãe, meu irmão, meu namorado e todos que tão torcendo por mim. Eu fico feliz em saber que outras pessoas acreditam em mim e quero parabenizar também a Jujú, que tá surfando muito, venceu o campeonato lá na Taíba, fez outra final aqui e vamos com tudo pro próximo”, completou.

O bicampeão do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, agradeceu por também ter uma etapa em casa para competir: “Obrigado ao Surf Brasil por acreditar no projeto do nosso município, trazendo essa etapa pra cá e to felizão com o resultado. Estou bem comigo mesmo, só deixando as coisas acontecerem e quero agradecer também todos os meus patrocinadores e apoiadores. Cada um de vocês têm uma construção gigante no meu sonho, foi mais um passo dado e Deus fez as coisas acontecerem aqui hoje. Então obrigado mais uma vez a Prefeitura de Ipojuca e a todo mundo que veio torcer na praia, vibrando todos os dias. Vamos focar agora para quem sabe, conseguir o tricampeonato”.

Os tops

O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas provocou sete mudanças de nomes no grupo dos tops que entram na fase mais avançada de cada etapa, cinco no ranking masculino e duas no feminino. Douglas Silva saiu do zero direto para o 12.o lugar, com o bicampeonato em casa. Outro campeão brasileiro, o potiguar Israel Junior, parou nas quartas de final e também entrou no grupo dos top-22, saindo da 25.a para a oitava posição. Ainda teve o paulista Renan Pulga, vice-campeão brasileiro em 2026, assumindo a 18.a colocação, o potiguar Alan Jhones pegando a vigésima e o alagoano Amando Tenorio indo para o 21.o e penúltimo lugar nessa lista.

No ranking feminino, as novidades entre as Top-11 são dois grandes talentos da novíssima geração do surf brasileiro, que só foram derrotadas pela campeã brasileira de 2024 e líder do ranking 2026, Juliana dos Santos. Uma delas, a catarinense Kauanny de Souza, de apenas 15 anos, subiu no pódio do Surf Brasil Pro pela primeira vez, dividindo o terceiro lugar com a gaúcha Alexia Monteiro, que pela terceira vez seguida parou nas semifinais da etapa pernambucana em Ipojuca. Kauanny subiu da 31.a para a oitava posição e a outra novidade é a paulista Carol Bastides, que ficou nas quartas de final e assumiu a nona colocação.

As duas tiraram das Top-11, a paulista Kemily Sampaio e a baiana Potira Castaman, que mora em Florianópolis. No ranking masculino, saíram dos Top-22 os cearenses Janninfer de Sousa e Mathias Ramos, o potiguar Paulo Henrique Grilo, o paulista Luan Carvalho e o paraibano Samuel Igo. Estes perderam o privilégio que tiveram em Porto de Galinhas, de entrar na fase mais avançada da terceira etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Ubatuba, já com o prêmio mínimo de 3.000 reais garantido e direito a repescagem, caso não vençam a sua primeira bateria na Praia de Itamambuca.

Novo formato

O novo formato que o Surf Brasil está inaugurando esse ano no Campeonato Brasileiro de Surf, já vem cumprindo seu objetivo de proporcionar chances para que mais surfistas possam disputar a premiação de meio milhão de reais oferecida em cada etapa e o título brasileiro da temporada. Em Porto de Galinhas, 63 participantes – 48 homens e 15 mulheres – marcaram seus primeiros pontos no ranking de 2026, pois não competiram na primeira etapa no Ceará. Destes 63, mais da metade estreou em etapas válidas pelo título brasileiro profissional desde 2022, na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf. Foram 41 aproveitando a oportunidade em Ipojuca, 31 na competição masculina e 10 na feminina.

O Surf Brasil Pro 2026 é uma realização de Surf Brasil, em conjunto com a Federação Pernambucana de Surf nesta segunda etapa em Porto de Galinhas, que contou com patrocínio da Prefeitura Municipal do Ipojuca através da Secretaria Especial de Esportes, CAIXA Esportes, Monster Energy e Surf Telecom; apoio local da marca JISK e parceria de Suntech, Brazilian Tiger Balm, Sococo, Shopee, Chandon, Restaurante Chicama, Cerveja Praya, apoio ambiental de La Mondo en Ekvilibro e apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil.

Todas as etapas do Surf Brasil Pro 2026 são transmitidas pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e nos canais Woohoo na TV fechada e XSports na TV aberta, com o último dia também passando ao vivo no canal Time Brasil TV do COB no YouTube.

Na foto (de Fabriciano Jr./Surf Brasil), Douglas Silva sendo festejado pela conquista do título em Ipojuca.

 

Fonte :- Surfista de Ubatuba foi vice e agora atuará em casa - Jogando Juntos

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